Pé equino
O pé equino é caracterizado pelo apoio predominante na ponta dos dedos, com o calcanhar elevado, e pode decorrer da hipertonia e do encurtamento da musculatura posterior da perna. O planejamento de qualquer abordagem considera o tipo de paralisia cerebral, a idade da criança, o exame físico articular e, quando pertinente, os dados da análise tridimensional da marcha.
Pé plano flexível
O pé plano valgo caracteriza-se pela ausência ou redução do arco plantar medial, sendo a alteração de pé mais frequente na infância. A maioria dos casos é assintomática e pode não requerer intervenção. Quando há dor ou comprometimento funcional relevante, as possibilidades terapêuticas são avaliadas individualmente conforme deformidade, idade e sintomas presentes.
Pé plano rígido (coalizão tarsal)
Nem todo pé plano é flexível. A coalizão tarsal — fusão de dois ou mais ossos do tarso — pode causar rigidez, dor e limitação funcional. Quando identificada, a avaliação especializada é fundamental para definir a abordagem mais adequada a cada situação.
Hálux valgo (joanete)
O hálux valgo é o desvio lateral do primeiro dedo do pé. O momento e a forma de abordagem são definidos caso a caso, levando em conta o estágio de crescimento, a presença de comprometimento neurológico e as características individuais do paciente.
Pé cavo varo
O pé cavo é caracterizado por arco plantar excessivamente elevado. Quando avaliada a necessidade de abordagem, o objetivo é melhorar a distribuição de carga ao longo do membro, reduzindo o impacto sobre a pele e as articulações. O planejamento é sempre individualizado conforme as características de cada caso.
Pé varo e adução
Em crianças com PC com capacidade de marcha, pode ser observado um padrão de inversão do pé durante a fase de balanço. Quando clinicamente relevante, diferentes abordagens cirúrgicas podem ser avaliadas para corrigir o desequilíbrio dinâmico da marcha, sempre a partir de avaliação detalhada.